A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Adunioeste) realizou, no dia 14 de agosto, a quarta Assembleia Geral de 2025, com a participação de 40 professores e professoras. O encontro debateu temas centrais para a categoria, entre eles licenças, aposentadoria, valorização docente e a luta pela reposição salarial, além da indicação de representantes para o Conselho Sindical.
O presidente da Adunioeste, Gilberto Calil, e a assessora jurídica Liege Balbinot apresentaram informes sobre o direito às licenças. Foi reforçado que, após a aprovação da Lei Complementar 280/2025, não existe mais o prazo de dez anos para usufruir da licença especial. A seção sindical reiterou que nenhum docente pode ser obrigado a antecipar, duplicar ou repor carga horária para garantir o direito, sob risco de judicialização.
Em relação à licença capacitação, ficou deliberado solicitar formalmente ao reitor a emissão de uma ordem de serviço que elimine interpretações restritivas e assegure que a retirada da licença não impeça futuras qualificações, como mestrado, doutorado ou pós-doutorado.
A assessoria jurídica alertou os docentes para os cálculos que podem reduzir proventos na aposentadoria. Foi recomendada a realização de estudo previdenciário com antecedência mínima de cinco anos antes da aposentadoria. O serviço está disponível aos filiados mediante agendamento com a assessoria jurídica.
A assembleia também discutiu a campanha pela valorização docente, destacando a mobilização do ANDES-Sindicato Nacional pela adoção do Piso Nacional do Magistério como referência salarial também no ensino superior. A Adunioeste reforçou que a pauta será tratada em reunião com a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior (Apiesp), no próximo dia 21, em Curitiba.
A seção sindical voltou a cobrar do governo Ratinho Júnior o cumprimento da lei que garante a reposição anual da inflação em 1º de maio. Segundo a Adunioeste, as perdas acumuladas já ultrapassam 47%. Apesar das tentativas do Fórum das Entidades Sindicais (FES), não há, até o momento, perspectiva de diálogo com o governo do Paraná.
Outro ponto tratado foi a luta pela regulamentação do acesso ao cargo de professor titular. O tema, debatido em reunião com a reitoria em julho, será novamente levado à pauta em encontro com a Apiesp no dia 20 de agosto. A audiência prevista com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), porém, foi desmarcada sem justificativa.
Por unanimidade, foram eleitos os representantes da seção sindical no Conselho Sindical: Luciana Pagliosa Carvalho Guedes (CCET/Cascavel), Luciano de Souza Costa (CCSA/Cascavel), Luiz César Yanzer Portela (CCH/Toledo) e Alfredo Batista (CCSA/Toledo).